Dra. Elisa Duccini
Guia honesto

O que o botox faz,
e o que ele não faz

O que perguntar antes de deixar alguém aplicar no seu rosto, e quando a resposta certa é não fazer.

O básico, sem enrolação

Botox não é preenchimento.
E não é para todo mundo.

A toxina botulínica age relaxando temporariamente o músculo. É isso que ela faz. Tudo que se promete além disso merece uma segunda pergunta.

A toxina age no músculo. Por isso ela trabalha bem sobre a linha que aparece no movimento, e pouco sobre a marca que já se instalou na pele.

O que ele faz

  • Relaxa a musculatura da região aplicada
  • Suaviza linhas de expressão dinâmicas
  • Ameniza a marca da testa, da glabela e do canto dos olhos
  • Ajuda a prevenir o aprofundamento de rugas de movimento
  • Tem indicações médicas além da estética

O que ele não faz

  • Não preenche sulco nem perda de volume
  • Não trata flacidez de pele
  • Não muda o formato do rosto
  • Não substitui cuidado com a pele
  • Não é permanente

O efeito não é definitivo: a musculatura volta gradualmente à atividade, e por isso o resultado é temporário. A duração varia de pessoa para pessoa conforme a musculatura, o metabolismo e a região tratada.

Sinal de alerta. Se alguém prometer que a toxina resolve flacidez, muda o contorno do rosto ou tem resultado garantido, você está diante de uma promessa que a técnica não sustenta. Promessa de resultado, aliás, é vedada na publicidade médica.
Quando não fazer

As situações em que a resposta é não

Recusar faz parte do trabalho. Estas são situações em que a aplicação é contraindicada ou precisa ser adiada. Um profissional que não pergunta sobre elas antes de aplicar deveria acender um alerta.

  • Gestação e amamentação: por ausência de segurança estabelecida nessas condições
  • Doenças neuromusculares: como miastenia gravis e síndromes correlatas
  • Infecção ativa no local da aplicação
  • Alergia conhecida a qualquer componente da formulação
  • Uso de determinados medicamentos que interferem na transmissão neuromuscular, por isso a pergunta sobre medicação em uso não é burocracia
  • Expectativa que a técnica não entrega: quando o que incomoda a pessoa não se resolve com toxina
Esta lista não é completa. Ela existe para você entender que a avaliação prévia tem função clínica real. A decisão sobre aplicar ou não em cada caso é médica e individual.
Sete perguntas

O que perguntar antes de deixar alguém aplicar

Você tem o direito de fazer todas elas. E a reação de quem responde já diz muito.

1
Vou passar por uma avaliação completa antes da aplicação?
Histórico de saúde, medicações em uso e contraindicações fazem parte da consulta. É isso que evita intercorrência, não a pressa.
2
Qual produto será usado e ele tem registro na Anvisa?
Produto sem registro ou de origem desconhecida é risco, não economia.
3
Como o frasco é armazenado e ele é aberto na minha frente?
Diluição e conservação corretas fazem parte da segurança.
4
Você vai avaliar minha musculatura em movimento antes?
Sem avaliação dinâmica, a aplicação vira protocolo genérico, e é assim que nasce resultado estranho.
5
O que exatamente eu posso esperar, e o que não posso?
Uma resposta honesta inclui limites. Se só houver entusiasmo, desconfie.
6
Quais são os efeitos possíveis e o que fazer se acontecer algum?
Todo procedimento tem intercorrência possível. O que muda é ter quem saiba conduzir.
7
Se eu tiver alguma intercorrência, quem me atende e em quanto tempo?
Esta é a pergunta mais importante da lista, e a menos feita.

Avaliação antes de qualquer agulha

Se você quer entender o que faz sentido para o seu rosto, inclusive se a resposta for não fazer nada agora, chame no WhatsApp para ver as vagas da semana.

<Quero saber o que perguntar
Aviso importante. Este material é educativo e não substitui consulta médica. Ele não faz diagnóstico, não indica tratamento e não garante resultado. Cada caso precisa de avaliação individual. Em caso de dúvida, procure um médico.
Dra. Elisa DucciniMédica · CRM-ES 18766 · Instituto Longevitare · Vitória/ES